sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Adeus


Encontro-te nu, silencioso como se dormisses um sono profundo. Um sono que nunca deveria ser quebrado.
Quando me aproximo e te toco sinto... sinto a tua pele fria como se fosse uma gota gélida numa manhã de inverno em que o orvalho não perdoou...
E, ai tive a certeza, tu tinhas partido.








A.

Desejo


Anseio pelo toque da tua pele suave e singela como uma manhã de primavera onde ainda moram os rigores do Inverno.
Sinto os teus olhos a penetrarem cada centímetro do meu corpo.
Avanças na minha direcção, quase flutuando, e colas o teu corpo ao meu. Agarrando a tua cara entre as minhas mãos, mordendo os teus lábios provocando-te lentamente. Sinto o teu corpo o contorcer-se de prazer e com desejo de mais.
É então de te dispo suavemente de todos os preconceitos e te levo à loucura.
E assim ficámos até que os nossos corpos se uniram em um só.








A.